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Na Penha, voluntários da AMAPG fazem a política que interessa (Foto: Divulgação)

O conjunto de ideias e de valores em torno dos quais se projeta a sociedade deixou há tempos de ser o que é praticado pela maioria dos partidos e ocupantes de cargos eletivos. Esta talvez seja a principal característica de democracias imaturas ou frágeis; os partidos e movimentos acabam por se tornar um fim em si mesmos, um mecanismo de aliciação de apoios em busca de poder. Mas ainda há exemplos próximos de como a força de um ideal e de um projeto pode mobilizar pessoas em torno de uma causa, uma construção coletiva do estado de bem-estar social.

Enquanto prefeitos, vereadores, deputados e outros representantes eleitos debatem “quem”, a sociedade organizada e lideranças locais mantêm vivo o espírito da verdadeira política, que a partir dos “porquês”, planeja o “quando”, o “como” e “o onde”. 

Na Penha, onde é preciso conservar importantes reservas ambientais com potencial turístico, a ação de movimentos ambientais e sociais tem sido a principal, senão a única, movimentação em torno da preservação e exploração sustentável dessas áreas. Não porque os políticos eleitos simplesmente não se interessem pelo assunto, mas porque esse assunto não está na agenda política do município. 

E quem determina esta agenda deveria ser a população, com mais participação na formulação de políticas públicas como o Plano Diretor, em debate nos municípios de Piçarras e Penha. A revisão deve trazer à discussão temas controvertidos, como a verticalização de áreas que nem sequer contam com saneamento básico, como a Praia de São Miguel. 

É fato que a pauta ambiental não está entre os assuntos preferidos nas Câmaras Municipais, mas deveria. Afinal, a poluição dos rios, o avanço do mar sobre as praias e o turismo como fonte de renda são questões prementes. Mas, como na maioria dos debates em tempos de redes sociais, o senso comum determina o rumo a seguir. Enquanto isso, professores, como Gilberto Manzoni, lideranças comunitárias e ambientalistas continuam a fazer a política que realmente transforma, àquela voltada ao debate de ideias e de soluções para o mundo que nos cerca.

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