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Em meio a uma mistura de sentimentos opostos, a população fixa e flutuante do litoral norte entrou em 2018 enfrentando velhos problemas. As avaliações preliminares da alta temporada antecipam resultados positivos para quem depende do agito dessa época para impulsionar os negócios, mas confirmam o diagnóstico de que o planejamento para suportar esse movimento intenso ainda está aquém do necessário.

E não são os problemas - já habituais - de queda de energia ou falta d’água em horários de pico que confirmam essa constatação. Com esses obstáculos, muitos até já se acostumaram. O que deixa claro que o planejamento das cidades está equivocado é a pauta de desenvolvimento ora em debate.

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Enquanto ainda nem dispõem de rede de coleta e tratamento de esgoto em toda sua área urbana - o que compromete a qualidade das praias -  os municípios de Barra Velha, Piçarras e Penha preocupam-se em promover mudanças em seus planos diretores para atender a interesses específicos de investidores da construção civil. Não que este setor não possa - e não deva - gerar importantes riquezas e contribuir para o desenvolvimento da região. Mas é evidente que a superocupação do solo, com a verticalização de praias que dispõem de pouca ou nenhuma infraestrutura e de serviços urbanos, não deveria ser a prioridade para cidades que dependem de seus recursos naturais como principal fonte de renda.

Um exemplo das consequências dessa política de planejamento que visa apenas atender a interesses de especuladores vem do Bairro Itacolomi. Sem um eixo viário, nem reservatório de água, Piçarras apostou na ampliação do número máximo de pavimentos naquela região.

É óbvio que não serão realizados investimentos públicos no bairro no mesmo ritmo em que as construtoras vão buscar ocupar ao máximo o solo. Restará aos futuros moradores entrar na fila por pavimentação, segurança pública, energia elétrica e até água. Situação semelhante vive agora a comunidade de Armação, onde uma pauta de reivindicações históricas da comunidade está sendo deixada em segundo plano para que alguns grupos se beneficiem de mudanças no Plano Diretor.

Nenhuma dessas questões será resolvida enquanto a população enxergar progresso apenas na verticalização e não se engajar na construção das políticas públicas.

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Leandro Cardozo de Souza
Author: Leandro Cardozo de SouzaEmail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
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