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Lideranças comunitárias criticam política de planejamento voltada apenas para a construção civil

Penha - O prefeito Aquiles da Costa (PMDB) anunciou neste começo de ano que o Conselho da Cidade (ConCidade) deverá ser retomado com a eleição de um novo colegiado, dia 15, às 19h, durante a primeira Conferência da Cidade, na Capela São João Batista. A primeira pauta deve ser a realização de mudanças no Plano Diretor a fim de permitir a verticalização de uma área da Armação localizada no entorno da capela e nas praias Grande e do Trapiche. 

Caso a criação de uma zona de interesse turístico específico seja aprovada, o município deverá passar a permitir nesta área a construção de edifícios com até 20 pavimentos. 

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- Em razão desta zona específica ficar na Praia Grande, a audiência será na Capela São João, para maior participação desta comunidade - afirma em nota o presidente do Concidade, Diego Mattielo. 

A restrição atual de apenas 2 pavimentos ou 13 metros de altura tem como finalidade proteger monumentos históricos e a paisagem do local e  é defendida por grupos que se opõem à mudança. Moradores ligados à Associação dos Moradores da Praia Grande, Poá e Cascalho (AMAPG) afirmam que os recursos naturais e históricos dos quais depende a economia local podem estar ameaçados.

As mudanças realizadas no Plano Diretor exclusivamente para atender a grupos de investidores interessados em construir nessa região são o principal alvo das críticas. Sem abastecimento de água adequado durante a alta temporada e com problemas de infraestrutura urbana como a falta de pavimentação e de saneamento básico, a comunidade contesta a política de planejamento urbano.

As lideranças locais prometem mobilizar moradores, pescadores, comerciantes e turistas para defender o planejamento urbano que priorize o desenvolvimento a partir da preservação. O presidente da AMAPG, Gilberto Manzoni, lembra que o Plano Diretor deve ser o instrumento de planejamento da cidade.

- O ConCidade, infelizmente, só tem marcado conferências e audiências não pra revisar Plano Diretor, que era inclusive uma obrigação para 2017, mas sempre para atender à necessidade de um ou dois empreendedores - critica, ao defender uma discussão coletiva antes da efetivação de mudanças pontuais.

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