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Beto Carrero

Apesar de possuir diretor recebendo para o cargo, Defesa Civil do município está desarticulada

Da Região - A Comissão de Defesa Civil declarou estado de atenção no município após a chuva registrada em toda a região nas últimas 24 horas. Os rios Piçarras e Furado se mantiveram em seus leitos, mas pontos isolados de alagamentos foram registrados no Centro, Nossa Senhora da Paz e Itacolomi. Segundo a Assistência Social, 11 famílias registraram formalmente terem sido atingidas, mas nenhuma foi desalojada.

Como a Defesa Civil está desarticulada no município desde 2013, a Assistência Social é quem está monitorando a situação. O cadastramento de famílias que moram em áreas de risco foi iniciado pela manhã. Segundo a secretária Ana Paula Stiebler, uma família foi identificada durante a busca ativa e outras dez foram até a sede da Secretaria Municipal para informar o fato.

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O cadastramento nos possibilitará melhor comunicação em casos de agravamento da situação. Fizemos visitas domiciliares em locais de risco e constatamos que não há desabrigados. Caso a chuva venha piorar, estamos de sobreaviso com a estrutura do CEI Extensão Tia Pequena preparada para servir de abrigo provisório - afirma.

Sem Defesa Civil

Segundo a Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Piçarras, o município conta apenas com uma Comissão de Defesa Civil, órgão colegiado não remunerado, formado por membros da sociedade civil e governo, que se reúnem em casos de emergência.  É presidido por Leobertino da Rosa Miguel, conhecido como Beto da Secretaria de Obras. Segundo o Portal da Transparência ele também está lotado no Governo Municipal em cargo comissionado de diretor de Defesa Civil, com salário de R$ 2.800, o que pressupõe que o município deva ter um órgão executivo para o setor, com planejamento a longo prazo e atividades de monitoramento e prevenção constantes.

O Expresso das Praias entrou em contato com Leobertino e ele confirmou que sua portaria é como Diretor da Defesa Civil, no entanto, admite que desempenha outras funções no Governo, como manutenção de praças e outros espaços públicos.

A Defesa Civil de Piçarras não é uma equipe. É uma pessoa. Em situações como essa eu faço o mapeamento e passo para a Secretaria de Obras e Assistência Social. Depois eu vou fazer outras coisas. Não fico só atrás de uma mesa e um computador - garante.

A própria Assessoria de Imprensa da Prefeitura orienta os moradores que necessitem de informações e auxílio a procurarem diretamente a Secretaria de Assistência Social, no telefone 3345-3464, ou o Corpo de Bombeiros (193).

Chamados caem em Barra Velha

O município de Barra Velha foi o menos atingido na região. De acordo com o diretor da Defesa Civil Elton Cunha, foram registrados 85mm de chuva até a meia noite, quando a situação agravou. Alguns pontos de alagamento ocorrem em localidades rotineiras como Itajuba e São Cristóvão, mas sem famílias atingidas.

O órgão municipal permanece ativo enviando boletins de hora em hora através de mensagens de celular e informativos para a imprensa.  Segundo Elton, muitas ligações foram recebidas durante a madrugada desta quinta-feira de moradores de Piçarras que procuravam orientações caso a situação se complicasse:

Infelizmente não posso atendê-los, pois estou alocado em Barra Velha e em uma situação como essa preciso dar prioridade ao nosso município - afirma.

A Defesa Civil de Barra Velha atende no telefone 199 e funciona junto ao Corpo de Bombeiros Militar, na Rua Vice Prefeito José Do Patrocínio De Oliveira, n°65, Centro.

Previsão é de chuva em menor volume

De acordo com o Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Ciram), entre a tarde desta quinta-feira (11) e manhã desta sexta-feira (12), o volume de chuva acumulado em todas as regiões do estado deve diminuir. A previsão é de pancadas de chuva, moderada em alguns momentos, com descarga elétrica.

Essa condição é isolada e passageira, diferente da chuva persistente que ocorreu no Litoral nas últimas 48h - informa a nota assinada pelos meteorologistas Gilsânia Cruz e Clóvis Corrêa.

O volume acumulado no estado deve ser de 10 a 20 mm em média, com pontuais maiores (em torno de 30 a 50 mm) especialmente do Planalto ao Litoral. A condição é resultado de um sistema de fluxo de umidade proveniente da Amazônia e do oceano combinada a um vórtice ciclônico entre o litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

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