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Município foi o segundo mais atingido no estado, com 152 milímetros acumulados em 12 horas

Penha - A Prefeitura confirmou na manhã desta quinta-feira (11) que deve decretar situação de emergência no município em decorrência dos estragos causados pela chuva que atinge o litoral catarinense nas últimas 24 horas. A Assistência Social cadastrou pelo menos 200 famílias desalojadas e quatro desabrigadas, impacto menor apenas que o registrado em Florianópolis. Em todo o estado, pelo menos mais nove cidades foram afetadas por alagamentos, deslizamentos, quedas de energia, famílias desalojadas e desabrigadas. Moradores que residem em áreas próximas de morraria, como a região degradada da Praia de São Miguel, devem ficar em alerta para o risco de deslizamento.

Nas últimas 24 horas Penha registrou um dos maiores índices pluviométricos de Santa Catarina – foram 180 milímetros. Esse é o volume esperado para todo o mês de janeiro, mas foram nas últimas doze horas que a Prefeitura registrou a maior parte dos alagamentos em todos os bairros da cidade.  Segundo o Governo Municipal, o total acumulado de 152mm é o maior volume já registrado nesse intervalo de tempo na história do município.

Foi força de chuva demais em pouco tempo para a tubulação dar conta da vazão. O que aconteceu foi uma calamidade - avalia o secretário de serviços urbanos, João Batista Porto.

Na Praia de São Miguel, uma casa chegou a cair. Os moradores de regiões que enfrentam problemas frequentes com a drenagem pluvial passaram a madrugada em alerta para tentar reduzir os prejuízos com a enchente.  O aposentado Astério José Schmitz, que mora na rua José Rodrigues Vieira, centro, se juntou aos vizinhos para ajudar na tarefa.

Foi feio, inundou muitas casas. Veja nas fotos a situação de um casal de idosos, vizinhos. As fotos foram batidas quando já havia baixado 25 cm. Na hora da chuva foi um sufoco - lembra.

Leitor que mora na rua José Rodrigues Vieira registrou a situação dos vizinhos durante a madrugada (Foto: Astério Astério José Schmitz)

Essa não é a primeira vez que a rede inadequada de drenagem provoca prejuízos para os moradores da rua dele, onde desníveis e dimensionamento inadequado da tubulação causam alagamentos frequentemente.

Ações emergenciais

Ainda durante a madrugada, a Prefeitura abriu um abrigo na Escola Municipal Rubens João de Souza para receber as famílias atingidas. Desde as primeiras horas desta quinta-feira, as máquinas da Secretaria de Serviços Urbanos trabalham na desobstrução da rede pluvial, que entupiu e rompeu em vários pontos. A previsão é de que o trabalho não pare nem no final de semana.

As famílias desalojadas já estão sendo cadastradas, e está sendo providenciado colchão, roupa de cama, travesseiros, e alimentação se necessário para elas - garante o secretário de assistência social, Sérgio de Mello.

Os moradores que quiserem fazer doações de alimentos não perecíveis, roupas, roupas de cama, colchões, travesseiros e água, podem ir direto na sede da Secretaria da Assistência Social, na Avenida Eugênio Krause, no centro.

Risco de deslizamento

A Defesa Civil mobilizou observadores da comunidade para monitorar encostas e morrarias com risco de deslizamento para, ao menor sinal de perigo, avisar os moradores e fazer a evacuação do local.

Nossa prioridade maior é garantir a segurança dos moradores”, adianta o prefeito Aquiles da Costa. “Sem dúvida é mais um momento difícil que a cidade está passando, e vamos precisar da ajuda de toda a comunidade”, convocou.

Emergências devem ser comunicadas à Defesa Civil de Penha pelo telefone 3345-0200, Bombeiros Militares (193) ou voluntários, no 3345-1001.

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