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Adriano Zanotto foi pego de surpresa ao ser cobrado pelo prefeito sobre paralisação

Piçarras -  Em visita ao município nesta quinta-feira (27), o novo presidente da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) foi cobrado sobre a paralisação das obras da estação de tratamento de esgoto (ETE). Recebido pelo prefeito Leonel Martins (PSDB), o advogado Adriano Zanotto pediu desculpas, informou que a construção está 52% concluída e dentro do cronograma, mas não soube explicar por quais razões os trabalhos foram suspensos. Ele também se comprometeu em estudar a ampliação da rede de saneamento para a região norte.

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Estima-se que já tenham sido investidos aproximadamente R$ 30 milhões na implantação da rede coletora, já concluída, e na ETE. O investimento financiado pela Agência Japonesa de Cooperação Internacional (Jica) é de R$ 41 milhões, prevê a  cobertura de 44% da área urbana e tem prazo para conclusão no fim de 2019.

- Peço desculpas à cidade por não saber dar uma resposta. Vamos ver o que está acontecendo e dar um retorno. O que eu sei é que eles precisam entregar as especificações dos equipamentos que serão utilizados na estação para que nossos técnicos avaliem. Isso ainda não foi feito - disse Zanotto ao ser pego de surpresa pelos questionamentos do prefeito.

Os recursos da Jica foram assegurados em 2011 pela Casan, mas as obras só começaram no fim de 2016, com atraso, depois que o Governo Municipal foi impedido de romper o convênio de gestão associada.

- Nós pensamos em privatizar, mas colocamos na balança e achamos melhor aceitar aquilo que já estava garantido ao invés de acreditar em promessas. O projeto começou bem e não podemos parar. A comunidade passou a acreditar nesse sonho. - afirma Martins, que vem tentando romper com a Casan desde 2013.

Agora, o prefeito exige agilidade para a conclusão das obras e diz temer que o atraso possa afetar investimentos na cidade. Para ele, as obras tiveram início em ritmo acelerado, o que deu credibilidade e fez com que a empresa Itajuí, contratada para executar o projeto, conquistasse a confiança da população. Mas, Leonel avalia que no decorrer do tempo o serviço deixou a desejar .

Adriano Zanotto pediu desculpas e garantiu apoio à reivindicações do município (Fotos: Alan Willian)

Até o horário de publicação desta reportagem, a Itajuí não esclareceu porque paralisou a obra da ETE. Além da estação de tratamento de esgoto, o projeto executado por meio do Programa de Saneamento Ambiental de Santa Catarina prevê quatro estações elevatórias, que ainda não começaram a ser construídas.

Ampliação da rede

Após a conclusão das obras financiadas pela Jica, a prioridade para o saneamento básico deve ser a região norte, onde se registra a maior expansão da cidade. Pelo modelo de gestão associada, a Casan presta o serviço, mas quem define os investimentos é o município.

O prefeito Leonel Martins, que é co-gestor desse convênio, afirma que a ETE já comportaria mais duas bacias para coleta de esgoto no bairro Itacolomi e que o investimento adicional representa um quarto do que está previsto no projeto atual. Para colocar a ideia em prática, ele reivindica os recursos que seriam aplicados pela Casan em Bombinhas (que rompeu com a concessionária).

As interrupções no abastecimento de água no bairro Itacolomi, sobretudo na alta temporada são outra questão que preocupa a comunidade. A construção de um reservatório de água na região tem recursos assegurados no valor de R$ 5,3 milhões desde 2011, mas a obra não saiu do papel.

Ao prefeito, o presidente da Casan Adriano Zanotto garantiu apoio para renovar convênio firmado com a Funasa para que o município não perca o recurso. Ao aprovar o novo Plano Saneamento para o município, o Governo derrubou na Câmara uma emenda que incluiria na meta de investimento as obras do reservatório de água no bairro Itacolomi.

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Edição: Leandro Cardozo de Souza
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