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Professor nomeado afirma que nunca assinou nenhum documento para ser coordenador de cultura

Barra Velha - A criação de cargos para nomeação de apadrinhados políticos é prática comum na administração pública do Brasil. Nesta semana, o Expresso das Praias apurou que a Fundação de Turismo, Esporte e Cultura (Fumtec) desembolsa mensalmente R$3.177,88 para pagar coordenador de cultura que nunca exerceu a função. Procurado pela reportagem, o Presidente da Fumtec, Daniel Pontes da Cunha, não quis se pronunciar.

O cargo deveria ser ocupado por Wilson Pacheco Júnior desde janeiro de 2018, no entanto, o funcionário público exerce atividade como professor na escolinha de futebol do Bairro São Cristóvão. A reportagem conversou com Wilson, que diz não saber sobre a irregularidade. Questionado se não teria lido a portaria ou seu contrato de trabalho, ele afirma que não recebeu nenhum papel para assinar, mas confirma que tem recebido mensalmente o salário de coordenador.

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Para o vereador Juliano Bernardes (MDB), que já exerceu o cargo, a situação ilustra como a administração municipal encara o setor da cultura.

- Esse setor já está bastante fragilizado, pois é notório que dentro da Fumtec há muito mais investimento nas áreas do turismo e esporte - critica.

Além de usar um cargo, que poderia ser ocupado por alguém ligado à área cultural, para atender a necessidades eleitorais, o Governo Municipal cria uma relação de tratamento diferenciado entre os professores. O salário pago para Wilson é superior, por exemplo, ao valor pago para o professor de handebol pós-graduado Jairo Hermógenes, que há mais de duas décadas desenvolve um trabalho de rendimento com o time feminino.

Ouvida pelo Expresso das Praias, a Procuradoria Geral da Prefeitura informou que o caso só poderá ser analisado por uma comissão de ética interna caso uma denúncia formal seja feita. A partir da abertura de um Processo Administrativo Disciplinar, o grupo poderá ou não penalizar o funcionário e os responsáveis pelo ato ilegal. Mas, até o fechamento desta edição, nenhum procedimento foi aberto.

Este é o segundo caso de desvio de função na Fumtec apontado pelo Expresso das Praias neste ano. Como o portal da transparência não é atualizado, não foi possível apurar se há mais casos semelhantes.

 

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