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REGIÃO - Desde a passagem do "ciclone bomba" próximo ao sul do Brasil, dia 30/06, a Clelesc já restabeleceu 98% do sistema elétrico do estado, segundo relatório deste domingo, dia 05.  Na área de atendimento da agência regional de Itajaí, entre Bombinhas e Barra Velha, cerca de 280 mil consumidores foram afetados. 

Nos municípios ligados à subestação de Balneário Piçarras, que atende também Penha, Barra Velha e parte de Navegantes, em torno de 1.500 unidades ficaram sem energia até a sexta-feira, dia 03. Em toda a região esse númerou oscilou entre 8 e 9 mil.

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A falta de energia causou prejuízos e alterou a rotina de muitas empresas e moradores. Até a sexta-feira de manhã, o apagão ainda afetava a distribuição de água e também os serviços de telecomunicação. 

"A gente é movido a energia elétrica... simplesmente não tinha como fazer nada, não tinha como ver aula online da faculdade... Então a gente ficou sentado em família, conversando. E realmente fazia tempo que não fazíamos isso", conta a estudante Bruna Izidório, que mora no centro de Balneário Piçarras.

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Na quinta-feira, dia 02, a Prefeitura de Penha entrou em contato com a Celesc e a Defesa Civil do Estado para cobrar o reestabelecimento em regiões como parte da Olaria, Mariscal e São Francisco de Assis (Quati), que estavam sem energia desde o dia 30/06.

Compreendemos a situação da Celesc com danos em toda região, mas já fazem dois dias que vários moradores estão sem energia elétrica. A empresa tem o dever de fornecer energia, e o governo municipal fará tudo ao seu alcance para garantir o direito dos consumidores”, garante a secretária de governo de Penha, Camila Luchtenberg.

Estrago sem precedentes

Segundo a Celesc, o vendaval provocado pelo deslocamento do ciclone provocou o maior dano à rede elétrica já registrado pela concessionária. Nos municípios da região, a empresa mobilizou 25 equipes em cinco caminhões "linha viva" para atuar nos reparos. 

Segundo o chefe da Agência Regional, Pedro Paulo Molleri, a falta de energia no Litoral Norte persistiu por mais tempo devido à necessidade da troca e reparos de postes e transformadores atingidos pelos ventos, que passaram dos 100 km/h. 

A prioridade é o número de consumidores sem energia, por isso áreas do interior são as últimas onde o serviço é retomado.  A queda de árvores nas vias de acesso e a vegetação que atingiu os fios elétricos são algumas das razões que dificultam o reestabelecimento. 

A nossa expectativa é que até amanhã [sábado, 04] ainda tenha algum serviço para fazer e alguma coisa mais localizada deve ser feita só no domingo. Pedimos encarecidamente a compreensão e paciência de todos. Estamos trabalhando com força total para reestabelecer", explicou Morelli à reportagem.

>> OUÇA A ENTREVISTA CONCEDIDA DIA 03/07: 

A passagem do ciclone extratropical também causou rompimento  de cabos de fibra ótica e telefonia, que afetaram o sistema de telecomunicação fixo emóvel das empresas que atuam no estado.

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A Celesc disponibiliza o contato 0800 48 0196 para emergências. Devido à alta demanda, pode haver atraso no atendimento ou identificação das localidades que precisam de reparos. Os consumidores também podem se comunicar com a empresa por meio do site e do aplicativo, disponível na App Store e no Google Play.

A Celesc orienta a população a ficar em casa, se possível, e não se aproximar de locais próximos da rede elétrica para evitar acidentes. O chefe da Agência Regional reforça que os cabos, mesmo desenergizados, podem apresentar riscos. 

Edição: Leandro Cardozo de Souza
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