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ENGARRAFAMENTO
Comércio estabelecido junto à divisa entre Piçarras e Penha registra queda no movimento

PIÇARRAS - As obras de reforma da ponte na divisa com Penha têm formado engarrafamentos nos bairros Santo Antônio e Nossa Senhora da Paz, por onde o trânsito é desviado durante o trabalho. Após a primeira semana, a Prefeitura informou que buscava alternativas para reduzir o impacto, mas ainda não apresentou quais medidas devem ser tomadas.

Quem transita dirariamente pelo local ou depende do movimento próximo à cabeceira do ponte avalia de forma positiva a reforma da estrutura, mas pede agilidade na execução do projeto.

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A situação ficou mais caótica durante o período em que os dois acessos estiveram interdidatos, mas desde o começo da semana passada, a Avenida Getúlio Vargas está aberta novamente.

A obra da ponte sobre o Rio Piçarras na divisa entre Balneário Piçarras e Penha teve início ainda em julho e interditou a passagem de veículos no trecho. Apenas a travessia de pedestres e ciclistas está aberta e a rota de desvio , pela rua Ludgero Caetano Vieira (5.000), percorre os bairros Nossa Senhora da Paz e Santo Antônio.

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Uma das antigas passarelas de pedestres já foi removida (Foto: Ana Paula salvador | EP)

Nessas comunidades, o congestionamento tem se formado diarimanete nos horários de maior movimento.A obra também afeta o fluxo na Rua Alexandre Guilherme Figueredo, que liga o centro aos dois bairros.

A moradora Maria Aparecida Kuemper de Souza também teve sua rotina afetada e acredita que o momento não é adequado para a interdição da via.

Estamos vivendo uma crise de economia e saúde. Fechar uma rua onde acontece o foco do movimento da cidade é um absurdo. A hora é de ajudar a população que já vem sofrendo com a pandemia e não prejudicar. Sem contar o congestionamento que se formou para se locomover de Piçarras a Penha e vice-versa”, avalia.

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Rua Alexandre Guilherme Figueredo fica engarrafada (Fotos; Ana Paula Salvador | EP)

Comércio parado

Entre outros moradores o temor é de que a obra se prolongue até a temporada. O comércio estabelecido no centro da cidade próximo à ponte passa por dificuldade. Com a via de acesso interditada, algumas lojas permanecem vazias durante todo o dia.

Como o meu comércio fica no Centro, sempre tem muito tráfego. Então tem cliente entrando, saindo, vistoriando a sua vitrine e isso desperta a atenção dele para compra. Com o fechamento da ponte, o movimento reduziu quase a zero. A gente entende que é uma obra importante para a cidade [...], mas está assustando”, destaca a comerciante Sandra Mara Maestri Gruner.

Ouça a entrevista completa:

De acordo com o projeto, nos estágios seguintes da obra, o tráfego de veículos voltará a ser permitido. Mais tarde, a ponte será fechada por completo e a passagem de ciclistas e pedestres também será proibida. A Prefeitura informou que busca divulgar, sempre que possível, as mudanças de trânsito.

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Travessia está interditada para veículos automotores

O Expresso das Praias buscou informações sobre as mudanças previstas pela prefeitura, bem como os estágios atuais e futuros de ambas as obras, sem sucesso. O engenheiro responsável pela fiscalização das obras, Sérgio Gollnick, comunicou que essas informações só podem ser repassadas pelos secretários de planejamento e pela prefeitura.

Procurado pela reportagem, o Governo Municipal não prestou informações sobre essas questões.

EDIÇÃO: LEANDRO CARDOZO DE SOUZA
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