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 PIÇARRAS -  Em busca de ajuda do Governo Federal para reparar os danos causados pelo "ciclone bomba" do dia 30/06, o município entrou em estado de emergência. O levantamento da Defesa Civil aponta avarias em 126 residências particulares, 9 placas de trânsito, 3 unidades de saúde, Secretaria de Saúde, Laboratório Municipal, 2 Escolas e 1 Centro de Educação Infantil.

O relatório aponta que cerca de 95% dos agricultores do município foram atingidos pela tempestade com ventos a mais de 100 km/h. O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Balneário Piçarras estima que, pelos próximos 12 meses, o prejuízo supere os R$ 13 milhões para o setor. 

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Para recompor o que foi perdido, os produtores agrícolas vão depender de linhas de crédito:

O Sindicato está entrando em contato com cooperativas de crédito no municipio para encontrar alternativas para os agricultores e também, através da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Santa Catarina (FETAESC), está tentando dialogar com parlamentares buscando algum tipo de auxílio", enfatiza o presidente o presidente da entidade, Artur Amadeu Onofre

O cultivo de banana, principal cultura agrícola local, é o mais prejudicado. O relatório da Defesa Civil aponta perdas ainda para o cultivo de palmito pupunha e hortaliças, além da criação de gado.

Para conseguirmos o apoio estadual na recuperação de danos, um dos requisitos é o que o município decrete o estado de emergência e que ele seja reconhecido pelo governo estadual. Por isso realizamos um relatório detalhado dos danos que o ciclone causou em Balneário Piçarras", explica a Coordenadora da Defesa Civil, Carla Krug.

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 Foto: Moacir Paulo Furlani

Homem morre ao reparar telhado

O estado ainda contabiliza os prejuízos e as perdas humanas provocadas pelos ciclones e tempestades dos últimos 10 dias. Foram afetadas diretamente pelos eventos climáticos 1.354.241 pessoas.

Até o momento foram registradas 14 mortes durante a passagem das tempestades e nas ações de reconstrução, uma delas em Balneário Piçarras, onde um homem morreu ao cair do telhado.

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Escola Felicidade Pinto Figueredo teve estrutura danificada pelo vendaval (Foto: Defesa Civil | PMBP)

Desabastecimento

A área rural foi a última a ter a energia reestabelecida. Em muitos locais o serviço só voltou na segunda-feira, dia 6, e o abastecimento de água foi prejudicado porque o bombeamento dos poços artersianos depende da eletricidade. Os ventos causados pelo ciclone também foram prejudiciais para a plantação.

Tivemos perda de 60% da produção pelo vento que derrubou as bananeiras", relata Moacir Paulo Furlani, produtor de 22 mil pés de banana no bairro Rio Novo, onde a falta de luz e água persistiu até o dia 6. 

Com a falta de água, o processo de embalagem da banana enfrentou dificuldades. Para levar água aos galpões, os agricultores precisaram buscar abastecimento em propriedades distantes. Ainda assim, não havia energia elétrica para encher os tanques e preparar o produto nas caixas.

 

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