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Tentativas de salvamento sem a técnica e os equipamentos adequados podem ter levado animal à morte

Da Região - Uma baleia-minke-anã, que morreu na Baía de Tijucas, dia 9, é o novo exemplar do Museu Oceanográfico Univali. A fêmea da espécie balaenoptera acutorostrata tem cerca de 5,38 metros de comprimento e pesa estimado em duas toneladas. A tentativa fracassada de moradores que tentaram desencalhar o animal por conta própria colocou pesquisadores em alerta.

O espécime já foi eviscerado e passa por um processo de fixação em formol para compor em breve a coleção de cetáceos do museu. Segundo a direção, este será o maior mamífero marinho fixado e depositado em coleção de museu no mundo.

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A baleia morreu antes que qualquer tentativa adequada de desencalhe pudesse ser realizada pelo Projeto de Monitoramento das Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). Durante a necrópsia, a equipe não encontrou nenhuma lesão externa, mas constatou edema pulmonar e indícios de afogamento.

“Foram coletadas amostras para tentar identificar se a baleia estava doente e a possível causa do encalhe” - informa boletim do projeto desenvolvido para monitorar o impacto das atividades da Petrobras no Pré-Sal da Bacia de Santos.

No começo da semana (18), o PMP-BS também registrou o aparecimento de um pinguim, desta vez na Praia Grande, Penha. Ele foi resgatado pelos pesquisadores da Univali em Armação.

Pinguim encontrado na Praia Grande está em recuperação na Univali (Divulgação | AMAPG) 

“Nesta época do ano eles costumam aparecer por aqui fugindo do frio rigoroso do extremo sul do continente. Quase sempre chegam debilitados pela longa viagem... Ao se recuperar, deve ser devolvido ao mar” - explica o oceanógrafo Gilberto Manzoni.

Alerta

Os pesquisadores alertam a população para as medidas que precisam serem tomadas em situações como esta. Segundo eles, é necessário manter distância e chamar ajuda no telefone 0800 642 3341:

“Todos querem salvar o animal, porém, há técnicas a serem seguidas e equipamentos adequados ao resgate” - comenta a médica-veterinária Cristiane Kolesnikovas.

Vídeos que circularam na internet mostram a ação de moradores em Tijucas para tentar desencalhar a baleia com o auxílio de embarcação pesqueira.

“As pessoas amarraram uma corda na cauda do animal para rebocá-lo para águas profundas, o que é um procedimento errado e pode até levá-lo a óbito” - alertam os pesquisadores.

Cristiane lembra que existe um protocolo divulgado internacionalmente, e já utilizado com êxito. Em março deste ano, as instituições executoras do PMP-BS realizaram um treinamento sobre os procedimentos.

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