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INFESTAÇÃO
Reduzir focos do aedes aegypt depende também da contribuição dos moradores

PIÇARRAS - Um jovem do bairro Itacolomi e um adulto do Centro, são os dois primeiros moradores do município com diagnóstico de dengue. Eles moram nos dois bairros mais infestados pelo mosquito transmissor, mas apenas o caso do bairro Itacolomi é considerado autóctones, ou seja, contraído dentro do território do município.

Segundo a secretaria de Saúde, o morador do Centro contraiu a doença em Joinville, que já enfrenta um surto da doença.

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Em nota a Prefeitura informou que são 530 focos, mas o mapa atualizado do Governo do Estado informa que foram detectados desde janeiro 557 focos do aedes aegypt em Balneário Piçarras.

Esse número é mais do que o total de todo o ano de 2020. O município informou que tem realizado ações emergenciais para evitar um surto da doença, já previsto pela Vigilância Epidemiológica local.

Nossa maior preocupação é que os casos estão nos bairros de maior infestação e a população não colabora com as ações para frear o mosquito. Desde o início do ano, realizamos a limpeza da cidade em parceria com a Secretaria de Obras, a pulverização, a coleta de pneus e o tratamento das armadilhas e a domicílio”, enfatiza o coordenador do programa, André Luiz Ladewig.

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São cinco bairros considerados infestados: Santo Antônio, Centro, Conceição, Itacolomi e Nossa Senhora da Paz. A Prefeitura informou que o maior número de focos está nos bairros Itacolomi (151) e Centro (186).

O Programa de Controle e Combate visita semanalmente as 229 armadilhas do município, enquanto os 86 pontos estratégicos, como lavações e floriculturas, são visitados quinzenalmente.

As visitas periódicas ocorrem de acordo com a necessidade. Com a confirmação de casos de dengue ou suspeitas, a delimitação de foco acontece por meio de visitas em um raio de 150 metros para eliminar outros possíveis focos e realizar o bloqueio de transmissão da doença.

O aedes aegypti transmite não só a dengue, como o zika vírus e a chikungunya. Quem apresentar sintomas como febre, dor atrás dos olhos, vômitos, inchaço ou dores nas articulações, manchas vermelhas na pele e coceira deve procurar a Unidade Básica de Saúde do seu bairro.

O programa destaca que o mosquito se prolifera apenas em água parada limpa, com a presença de um vasilhame para botar os ovos em distância da água.

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Com a temperatura adequada, o vapor realiza a maturação dos ovos, que podem sobreviver sem eclodir por até um ano.

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